Mercado congela à espera do fim da Guerra Comercial

Depois de uma sessão um tanto volátil, os contratos futuros de soja na Bolsa de Cereais de Chicago finalizaram quase inalterados, em queda de 0,75%. O mercado aguarda com ansiedade a assinatura do acordo da “Fase Um” entre Estados Unidos e China nesta quarta-feira (15.01), que ainda está cercado de incertezas sobre os seus detalhes, especialmente os que se referem aos volumes de compra de produtos agrícolas.
“No entanto, as cotações também permaneceram condicionadas pelo clima favorável para o desenvolvimento das safras na América do Sul. Tanto na Argentina como no Brasil, as chuvas permitem manter as boas perspectivas de produção”, apontam os analistas da T&F Consultoria Agroeconômica.

De acordo com a ARC Mercosul, apesar do iminente fim da Guerra Comercial entre EUA e China, o mercado agrícola continua com ceticismo frente aos detalhes desta reconciliação: “Os ‘otimistas’ da especulação estão apostando que os chineses já irão adicionar compras de produtos agrícolas estadunidenses antes do Feriado Lunar Chinês do dia 25 de janeiro – quando as atividades comerciais da gigante asiática é colocada em banho maria por quase 10 dias corridos”.

“Do outro lado, os ‘baixistas’ do mercado apostam que nada será cumprido pela parte chinesa mesmo com o acordo firmado. A ARC acredita que compras de cereais, oleaginosas e proteínas animais serão adicionadas sob um controle trimestral, entretanto os volumes de compra deverão ser sucintos ao longo do ano. O documento de 86 páginas da Fase 1 do Acordo deverá ser publicado nas primeiras horas da quarta-feira, antes das assinaturas presidenciais”, concluem os analistas.

Fonte: Agrolink Por Leonardo Gottems

Crédito: DP

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